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A ‘‘forçação de barra’’ de Marcos Rogério para ser o candidato de Bolsonaro ao Governo de Rondônia em 2022

ByBaú

maio 1, 2021

O congressista eleito pelo DEM é um megalômano quando se trata de galgar posições e marcar território; para todos os efeitos, subestima o impacto da lealdade de Marcos Rocha para com o presidente da República

O senador de Rondônia Marcos Rogério, do DEM, membro da CPI da Pandemia instalada no Senado Federal, hoje se encontra numa posição incômoda, para quem vê de fora, mas absurdamente cômoda quando a análise é feita com pouco mais de atenção ao cenário político nacional e regional.

Soa, a princípio, tal qual quem deseja se postar como espécie de mártir do bolsonarismo, o tipo que está lá para absorver as investidas da oposição em cima do governo federal; apesar de outros componentes do mesmo ideário, adeptos da posição, ele praticamente lançou-se ao “sacrifício”. Com isso, já arrumou contendas retóricas com o presidente Omar Aziz (PSD-AM) por conta da escolha do relator, o conhecidíssimo Renan Calheiros (MDB-AL).

O demista tem todas as características de alguém que faz o possível a fim de ser levado a sério: a impostação da voz de locutor; os textos rebuscados; as paráfrases monótonas; brocados jurídicos a esmo, enfim, toda uma ladainha que somada ao espectro do agente em campo dá impressão à parte do público se tratar de autoridade fora dos padrões, um verdadeiro arauto da sapiência.

No fundo, como a grande maioria dos eleitos Brasil afora, e, sim, faça-se justiça, pois não se trata de uma peculiaridade do congressista, a contradição lhe campeia a atuação entre palavras e prática.

Como quando, por exemplo, votou com Calheiros para “enterrar” a Lava Toga ainda na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) entoando, sem surpresa alguma, mais um amontoado de frases bonitas, jargões legais, frases de efeito, e, claro, entoando as cordas vocais no modo grave.

À época, defendia a tripartição dos Poderes; agora, busca o Supremo (STF) para interferir numa questão “interna corporis”, ou seja, limar a indicação do emedebista alagoano como relator da CPI da Pandemia.

É uma fórmula. É uma composição. E vale. É do jogo. Faz parte.

Porém, é o que é. Não estamos diante do suprassumo da inteligência nem de um homem diferente dos seus oitenta pares.

A vantagem que não se vê a olho nu é que Rogério não está com a cabeça em Brasília: sua dedicação e vontade estão direcionadas a Rondônia, onde, em 2022, pretende tirar as rédeas do Palácio Rio Madeira de seu xará, o militar.

A “forçação de barra” de Marcos Rogério é um aceno ao presidente da República, mas também – e especialmente –, à claque deste.

Rocha, por outro lado, na condição de gestor, tem a obrigação de conservar o bom senso ainda que faça questão de manter com unhas e dentes a lealdade dispendida ao mandatário do Alvorada desde sempre.

A própria Folha de São Paulo pontuou que o governador de Rondônia segue quase sempre as recomendações sanitárias como o uso de máscara e distanciamento.

Parece surreal chegar à conclusão, mas, aparentemente, bom senso e bolsonarismo estão em polos diametralmente opostos.

Em campanha tudo pode acontecer. Marcos Rocha sabe bem disso, já que sacou o ex-aliado Eyder Brasil (PSL) para abraçar a candidatura de Breno Mendes, do Avante, à Prefeitura de Porto Velho.

E aí fica o aviso: o senador está namorando, se esgueirando pelas sombras, chegando junto e cheio de amor para dar. Ele tem uma fome pelo Poder fora do comum.

No safari eletivo ninguém fica de zebra, porque na selva dos pleitos é leão comendo leão.

Fonte: Rondônia Dinâmica

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