Alunos denunciam importunação sexual e assédios no Ifro; instituto diz que apura casos

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Um grupo de estudantes realizou um protesto em frente ao Ifro Calama em Porto Velho. Cartazes estampavam frases como: “Queremos aulas, não assédio!” e “Não é não”. Instituição diz que repudia quaisquer atos de assédio e declarou que todas as denúncias assim que comunicadas, são apuradas e investigadas.

Alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (Ifro), em Porto Velho, denunciaram casos de assédios físicos e morais por parte de servidores da instituição. As denúncias são apuradas pela Comissão Permanente de Procedimentos Administrativos Disciplinares do Ifro.

Uma estudante conversou com o g1 nesta quinta-feira (4) e explicou que o mais recente caso teria ocorrido na última semana no Campus Calama. Segundo ela, um servidor assediou uma aluna nas dependências da unidade.

Depois desse caso, um grupo de estudantes realizou um protesto em frente à instituição na última quarta-feira (3). Cartazes estampavam frases como: “Queremos aulas, não assédio!” e “Não é não”.

Protesto feito por alunos do Ifro em Porto Velho  — Foto: Grêmio estudantil Ifro/Reprodução
Protesto feito por alunos do Ifro em Porto Velho — Foto: Grêmio estudantil Ifro/Reprodução
Protesto foi feito por alunos do Ifro em Porto Velho  — Foto: Grêmio estudantil Ifro/Reprodução
Protesto foi feito por alunos do Ifro em Porto Velho — Foto: Grêmio estudantil Ifro/Reprodução

“Esse é um local que a gente deve ir para estudar, se sentir acolhido, mas com essas situações, o aluno pode não se sentir seguro em ir para a escola”, disse.

Segundo os próprios alunos, além dos abusos físicos há relatos de casos de assédio moral, sendo a maioria das vítimas meninas e menores de idade.

“Hoje estamos lutando por nós, atuais alunos do Ifro, pelos alunos que já saíram do campus que não tiveram coragem ou não puderam denunciar e também pelos alunos que virão estudar depois de nós”, comentou uma estudante.

Alunos ouvidos pelo g1 citaram que parte dos casos de assédios não chegam aos departamentos responsáveis por ajudar os estudantes, pois muitos têm medo de denunciar.

“O medo é das pessoas não acreditarem neles ou até ter vergonha dos pais. Do que os outros vão pensar”, comentou um aluno.

Para os organizadores do protesto, formalizar a denúncia por meio de boletins de ocorrência e comunicar à instituição é importante para investigar e penalizar criminalmente os assediadores. Em fevereiro do ano passado, um homem de 24 anos foi preso suspeito de estuprar um estudante de 15 anos na quadra esportiva do Ifro.

O que diz o Instituto Federal?

Em nota, o Ifro repudiou quaisquer atos de assédio e declarou que todas as denúncias de importunação e assédio sexual, ou qualquer forma de abuso que venha a acontecer dentro das unidades do Ifro, assim que comunicadas, são apuradas e investigadas por meio de Sindicâncias Investigativas e Processos Administrativos Disciplinares (PADs).

Se comprovada a prática ilícita por algum servidor, a penalidade é aplicada conforme a legislação brasileira.

“O enfrentamento ao assédio sexual e moral deve ser permanente, com amplo amparo às vítimas e responsabilização efetiva de infratores. O Ifro apoia a manifestação em prol da conscientização sobre o assunto, assim como o incentivo à denúncia e o fortalecimento das políticas de prevenção e combate ao assédio, prezando pela ética, dignidade e segurança de todos os seus alunos, servidores e colaboradores”, consta na nota do instituto.

O Ifro também informou que são disponibilizados canais institucionais para que os alunos façam denúncias anônimas sobre comportamentos indevidos de servidores e é ofertado apoio psicoeducacional com equipes multidisciplinares em todas as unidades.

Via- g1 RO

Fonte: www.hojerondonia.com.br




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