Trump chama eleições brasileiras de vergonha após Flávio Bolsonaro fugir dos EUA

Geral Eleições 29/10/2026 14:12 Agence France-Presse (AFP) oliberal.com

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o processo eleitoral no Brasil, classificando-o de uma 'vergonha'. A declaração foi feita em resposta à fuga do candidato derrotado Flávio Bolsonaro para a Flórida, que desobedeceu uma ordem judicial de saída do país.

O presidente americano Donald Trump afirmou nesta quinta-feira (29) que as eleições presidenciais no Brasil foram uma "vergonha". A declaração ocorreu um dia depois que Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente e aliado político de Trump, deixou o país.

Flávio Bolsonaro, que foi derrotado na disputa, fugiu para os Estados Unidos levando sua família. A viagem aconteceu apesar de uma ordem judicial brasileira que proibia a saída do país, relacionada a uma investigação sobre lavagem de dinheiro.

  • Trump declarou que seguiu as eleições de perto, mas insistiu que não tomou partido.
  • Flávio Bolsonaro se autointitulou "líder do Brasil" ao chegar em Miami.
  • O político prometeu organizar a oposição ao presidente Lula a partir da Flórida.
  • Trump alegou que os mercados financeiros despencaram durante o período eleitoral.
  • Lula venceu a disputa por uma margem de quatro milhões de votos no segundo turno.

Criticas diretas ao processo eleitoral brasileiro

Em entrevista a jornalistas antes de partir para um comício, Trump declarou: "Acompanhei as eleições. Não tomei partido, mas vi o que estava acontecendo no Brasil, foi uma vergonha".

Quando questionado sobre quem seria o vencedor legítimo da eleição, o presidente americano evitou dar um nome direto. Ele respondeu: "Não quero comentar isso neste momento".

Movimentação política de Flávio Bolsonaro nos EUA

Ao chegar em Miami na quarta-feira (28), Flávio publicou um comunicado se referindo a si mesmo como "o líder do Brasil". No documento, ele garantiu que trabalharia para montar a oposição contra o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), agora com base nos Estados Unidos.

Apesar das críticas de Trump, o presidente americano insistiu que recebeu um pedido de Lula para não intervir diretamente na política interna do Brasil. "O presidente me pediu para não intervir, não tomei partido", disse Trump, reiterando que a situação foi vergonhosa.

Repercussão nos mercados e resultado final

Trump justificou parte de sua indignação apontando para os impactos econômicos. "Basta olhar para os mercados, despencaram", acrescentou. Ele citou a queda nas bolsas de valores como consequência da instabilidade política.

Na disputa eleitoral, Flávio Bolsonaro chegou a sair na frente no primeiro turno. No entanto, Lula protagonizou uma virada significativa no segundo turno, conquistando a vitória com uma diferença de aproximadamente quatro milhões de votos.